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sexta-feira, 25 de março de 2016

Historia de terror : o Medo

Essa é uma historia de terror e suspense, intitulada O Medo, criada e redigida por Leandro Almeida, autor amador em horas vagas. Boa leitura.

Dizem que não existe coragem sem medo. Mas o que e a coragem? Será o achar que somos fortes? E o medo? Será a ausência dessa força? Então, será a coragem o oposto do medo? Muito se questiona sobre isso, mas uma coisa eu lhes digo, coragem meus amigos, é algo passageiro.

Em uma noite como outra qualquer, apos um dia cansativo de aula na faculdade, estava eu navegando na internet, sem ter muito que acessar, comecei a procurar por historias e contos de terror, uma coisa que a muito tempo não fazia. Em alguns minutos achei um site amador de historias de terror que tinham títulos bem chamativos, então comecei a ler algumas dessas historias, com o passar do tempo senti sono e fui para cama dormir, mas antes de adormecer (já deitado na cama) comecei a pensar nas historias que acabara de ler, com um misto de arrependimento e sarcasmo, ri de mim mesmo com medo dessas historias inventadas, pois não acreditava muito nessas coisas.

Mais esse pensamento não tardaria a mudar.

Peguei no sono em alguns minutos, assim a noite ia se passando, no meio da noite senti sede e fui à cozinha beber água, quando estava voltando para o quarto, escuto alguém batendo na porta da frente.
- Mas quem será a essa hora? - perguntei a mim mesmo.

Fui ate a porta e olhei no olho magico, mas não havia ninguém lá, estranhei isso e voltei a andar em direção ao quarto, quando novamente escutei batidas na porta, quando olhei através do olho magico, não havia ninguém lá, pensando que fosse uma brincadeira de mau gosto feita pelos amigos da faculdade decido abrir a porta para tentar descobrir quem poderia ser, mas não tinha ninguém ali, e nem pela vizinhança, nem uma alma viva estava ali por perto.

- O sono deve estar afetando meu cérebro - falo ha mim mesmo rindo.

Quando estava pra fechar a porta um vento gélido soprou e me fez ter um arrepio pelo corpo, um arrepio não de frio, e sim de medo. Achei aquilo muito estranho, mas o sono me fez esquecer tudo, então voltei a dormir.

No dia seguinte acordei cedo e fui trabalhar, ao voltar pra casa, na hora do almoço, vejo que a porta da frente da minha casa estava aberta, um pouco desesperado entro em casa para ver o que ocorria, e ao tentar ligar a luz percebo que a mesma não ascendia, não dando muita importância para isso, vejo que alguns moveis da sala estavam fora do lugar, onde não estavam antes, estranhei aquilo e comecei a ver se nada tinha sido roubado, pois a única hipótese era de que alguém entrara la para roubar, mas ao visualizar tudo cautelosamente percebo que nada fora levado, as coisas só estavam fora do lugar, então arrumei tudo, almocei, certifiquei-me de que a porta estava bem fechada e fui pra aula.

O caminho de volta pra casa era longo, tendo que pegar um ônibus e andar mais um quilometram a pé, eu sempre cortava caminho entre um campo de futebol para chegar mais rápido em casa, ao pular uma pequena cerca de arame, comecei a atravessar o campo, mas ao prestar atenção vejo um homem um tanto estranho de cabeça baixa vindo pelo lado oposto, na minha direção, e o que era mais estranho nele, era o longo, sobretudo preto que ele usava que cobria pernas e braços, com um pouco de receio em ver o estranho, vestido daquele jeito, tomo coragem e sigo meu caminho, quando o homem passa ao meu lado, o escuto sussurrando algo e achei aquilo um tanto estranho e me volto para traz pra perguntar o que ele dissera, mas quando olho para traz, ele não estava mais la, como num passe de magica ele havia sumido.

- Eh, Definitivamente estou ficando maluco - disse rindo.

Ao chegar em casa subo pro quarto e vou deitar pensando em tudo o que ocorrera, pensei no homem estranho que sussurrara algo pra mim, pensei também, nos moveis todos fora do lugar que vira pela manha e na minha porta aberta, que de acordo com os vizinhos eles nada viram ou escutaram. Não demorando muito, peguei no sono.

No meio da noite acordo escutando barulhos vindos da sala, por morar sozinho fiquei com medo em pensar que poderia ser algum ladrão ou qualquer maluco que invade casas, então tomo um pouco de coragem, pego uma lanterna (pelo fato de a energia ainda não ter voltado) e meu taco de beisebol, dado a mim pelo meu pai de presente do meu ultimo aniversario, e desço para verificar. Ao iluminar a sala, não vejo nada nem ninguém que pudesse ter feito os barulhos estranhos que ouvira, mas percebo que a porta estava aberta, com o medo a percorrer todo meu corpo, vou ate lá e a fecho, e ao me virar vejo tudo, no que eu não acreditava ou não queria acreditar. Na minha frente vejo aquele mesmo homem estranho, de, sobretudo preto a me encarar, os seus olhos eram vermelhos, um vermelho tão intenso que parecia sangue, ao encara-lo o homem tira a sua veste e revela um corpo humanoide pálido envolto por feridas de onde saiam larvas.

Não conseguia mexer meu corpo. Tudo o que estava acontecendo era irreal. Era o que eu queria acreditar.

Aquela coisa exalava um cheiro pútrido, como os dos cadáveres em decomposição, na boca, agora a amostra, havia uma cavidade do lado esquerdo, como se algo tivesse queimado aquela região, de onde se dava para ver os dentes, tão pontiagudos como o de uma fera. Sem saber o que fazer fico ali parado, com os olhos fixos nele. Com velocidade sobre humano aquele ser chega perto de mim e sussurra algo em meu ouvido, com uma voz demoníaca.

 - Não deveria abrir a porta.

Acordando no meio da noite com o coração acelerado, me vejo em frente ao computador, onde o mesmo ficava dentro do quarto, na tela estava uma historia de terror, nomeada de "O MEDO", onde a foto de capa da historia era aquele mesmo homem de, sobretudo preto e olhos vermelhos cor de sangue. Ao perceber meu engano, fiquei feliz ao saber que tudo não passou de um sonho.

Historia de Terror: o corpo seco


O "Corpo Seco" é uma assombração cuja lenda, relativamente recente, de meados do século XX, é contada em São Paulo. "Nem a terra aceita receber as pessoas que maltratam seus pais". Este foi um homem chamado Zé Maximiano, morador do município de Monteiro Lobato, região da Serra da Mantiqueira, conhecido por bater no pai e na mãe.

Quando morreu, supostamente de "morte matada" (assassinado), foi enterrado no cemitério Municipal, porém, foi rejeitado pela sepultura e passou a assombrar o local. Por este fato acharam por bem transferir o corpo para um lugar ermo e, por recomendação do padre da cidade, decidiram por uma gruta cuja entrada era delimitada por um córrego, pois, a lenda dizia que tal entidade não atravessa a água. Um amigo do defunto, Pedro Vicente, encarregou-se de fazer o transporte. O corpo foi colocado em um balaio e, ainda por recomendação do padre, Pedro levou consigo uma vara de marmelo, pois havia risco do morto se rebelar e, nesse caso, o jeito era bater-lhe com a vara. Dito e feito, o Corpo-Seco tentou agarrar o amigo a fim de matá-lo, mas foi repelido com varadas.

Diz o povo que entes como Corpo-Seco agem nas noites de sexta-feira à meia noite. Aparece na beira dos rios e açudes e se alguém aparece, pede para ser transportado para a outra margem. Em troca, promete revelar o esconderijo de um tesouro. Seja no barco ou nas costa do benfeitor, quando está no meio do curso d'água, a assombração começa a pesar e assim, afunda pequenas embarcações ou a pessoa que o carrega nas costas matando sua vítima por afogamento. Outros contam que ele fica nas estradas tocaiando os transeuntes dos quais, ao modo dos vampiros, chupa o sangue para se manter na Terra evitando, deste modo, ser tragado para os quintos dos infernos.

Há ainda relatos do Corpo-Seco nos estados do Paraná, Amazonas, Minas Gerais, em alguns países africanos de língua portuguesa, relatados por soldados brasileiros veteranos da missão UNAVEM III e na região Centro-Oeste do Brasil, principalmente.

Em Ituiutaba, Minas Gerais, há uma variação desta lenda, onde conta-se que o Corpo-Seco , depois de ser repelido pela terra várias vezes, é levado por bombeiros à uma aparente caverna em uma serra que fica ao sul do município. Dizem que quem passa à noite pela estrada de terra que margeia a "serra do Corpo-Seco ", consegue ouvir os gritos do Corpo-Seco ecoando de dentro da caverna. Nesta versão a mãe o amaldiçoa antes de morrer, por ter sido usada como cavalo pelo filho.

ATAQUE DO CORPO SECO
Passava de meia-noite, o frio, a névoa, a garoa fina e a escuridão reinava naquele trecho que acomodava o pequeno bosque que dividia alguns mistérios com o cemitério da cidade. Os pássaros noturnos cruzavam o céu negro em voos rasantes e cantos de agouros, como se estivessem ali para pronunciar quem vinha comandar aquela noite de aspecto tenebrosa.

O casarão velho e abandonado na proximidade também contribuía para o desfecho assombroso que tomava conta do lugar. Quase todas as noites alguns viciados em craque iam fazer uso de droga escondido dentro do casarão, havia muitas brigas e mortes no lugar, mas ninguém tomava providência, o poder público não tem domínio do lugar.

Aquela noite tudo parecia diferente, o escuro era mais denso, os pássaros não ficavam quietos e a lua cheia ficava encoberta com uma nuvem negra que parecia segui-la por toda noite, deixando apenas um pequeno feixe de luz chegar com dificuldade clareando o bosque e o cemitério.

Letícia mais apressada chamava todos para acelerar o passo, pois a noite não estava boa para ficar andando na rua e principalmente naquele lugar cheio de mistérios.

- Vamos logo Ana! Parece que está com os pés grudados no chão! – Diz Letícia tentando apressar Ana.

- Se a gente continuar neste ritmo vamos deixar Fabiana, Jhonatan e Fábio para trás. – Diz Ana tentando conter a pressa da amiga.

- Eles beberam muito e parece que estão nas nuvens, mas não sabem o perigo que tem este lugar e olha que ainda temos que passar lá na esquina que é o lugar mais escuro e perigoso. Muitas coisas já foram vista lá e eu não quero passar por isso. – Diz Letícia explicando o porquê de sua presa.

- Então vamos esperar um pouco aqueles três e vamos falar com eles, se não quiserem andar rápido nós vamos à frente, tudo bem. – Diz Ana tentando convencer Letícia.

- Tudo bem! Então vamos esperar aquelas ínguas. – Diz Letícia atendendo ao pedido da amiga.

Enquanto Letícia e Ana aguardavam a chegada dos amigos perceberam que o frio parecia mais intenso, a garoa caia muito lenta, como se contribuísse com o frio e a noite escura. O pequeno feixe de luz da lua em nada contribuía, então a noite ali parecia mais tenebrosa e perigosa.

Em um olhar criterioso Ana percebeu que algumas árvores do bosque estavam secas ou secando gradativamente, isto a intrigou, pois tinha passado por ali há alguns dias e não tinha percebido que estavam morrendo.

Letícia percebeu também e comentou um fato que tinha ocorrido na região que acabou por deixar as duas em pavor.

- Ana você lembra-se do maluco que morreu esta semana, ele espancava a mãe e batia no pai quase todos os dias e coincidentemente estas árvores começaram a morrer após sua morte, não é estranho! – Diz Letícia alertando Ana sobre o fato ocorrido na semana.

- É muito estranho, parece até que o sangue do maluco veio do cemitério e contaminou estas árvores! – Diz Ana concordando com Letícia.

- É mesmo, este bosque já não é o mesmo? – Diz Letícia com os olhos esbugalhados de medo.

Um pássaro noturno rasga o céu escuro fazendo um barulho assustador chamando a atenção de Letícia e Ana que por alguns segundos ficam paradas sem saber o que fazer. Seus amigos ainda estão longe e isto as deixa em pavor.

Quando Letícia e Ana voltam a si depois do susto, uma olha para a outra e ficam paradas por um tempo. Um vulto negro de um homem começa a sair de trás do uma árvore seca e se coloca entre as duas e seus amigos que ficaram para trás.

O vulto negro começa a andar em direção de Ana e Letícia bem devagar. Quando as duas percebem o vulto vindo começam a gritar sem parar de tanto medo.

Tentam fugir, mas as pernas não obedecem se abraçam desesperadas enquanto o aspecto se aproxima bem vagarosamente.

O vulto agora está mais visível e um pequeno feixe de luz da lua revela sua aparência assustadora. Letícia segura Ana pelo braço tentando puxá-la. Ana se desespera e cai. O corpo que é revelado pela a fraca luz tem aparência de um zumbi ou é alguém muito sujo e com fedor de podre que se aproxima.

Ana e Letícia no desespero tentam fugir, mas parece que não conseguem sair do lugar. O corpo se aproxima e Letícia o vê com clareza, assustada grita para Ana:

- Ana você não vai acreditar? É o corpo do louco que batia na mãe? – Diz com os olhos arregalados e em pavor.

- Não pode ser já tem uma semana que ele morreu como pode ser ele? – Diz Ana se arrepiando de medo.

- Pois pode acreditar, é ele mesmo e está com o corpo-seco e morto-vivo. – Diz Letícia convicta de sua observação.

- Como vamos escapar? O que vamos fazer? – Diz Ana choramingando.

- Parece que ele é lento, se prepare para correr, não olhe para trás. – Diz Letícia orientando Ana.

Quando estavam preparadas para correr ouviram um grito de Jhonatan que partia para cima do Corpo-Seco tentando golpeá-lo com um pedaço de pau.

O pedaço de pau quebrou-se no golpe não causando qualquer efeito. Jhonatan continuou tentando atacar o vulto negro até conseguir com que ele recue um pouco, aproveitando a situação Ana e Letícia consegue sair de perto e se juntar a Fabiana e Fábio.

A luta continua enquanto os outros observam. Sem mais nem menos quando percebem Jhonatan está dominado pelo Corpo-Seco que o agarra e encostando-o a si sugando todo seu sangue deixando-o seco. O aspecto após sugar o sangue e a vida de Jhontan o joga-o chão com se tivesse descartando a casca de uma fruta qualquer.

O corpo de Jhonatan fica estendido no chão sem vida enquanto o Corpo-Seco observa vagarosamente quem será a próxima vítima. Fábio fica na frente das amigas para protegê-las enquanto Corpo-Seco se aproxima bem devagar.

Fábio orienta Ana, Letícia e Fabiana a fugirem enquanto ele enfrenta o morto-vivo fedorento.

- Enquanto eu enfrento o Corpo-Seco, vocês fogem e pedem ajuda! – Diz Fábio orientando as amigas.

- Eu não vou deixar você aqui só para enfrentar este zumbi! – Diz Fabiana tentando ajudar Fábio que se esquiva do ataque de Corpo-Seco.

- Vão sejam rápidas! Tentem procurar ajuda, procurem a polícia! – Diz Fábio procurando um pedaço de pau para se defender do Corpo-Seco.

Ana e Letícia fogem em correria pela rua gritando e tentando buscar ajuda para salvar Fábio daquele ser monstruoso e morto-vivo. Fabiana tentando ajudar Fábio desfere um golpe com um pedaço de pau na cabeça do Corpo-Seco que cambaleia, mas se equilibra de novo se voltando para sua direção tentando lhe agarrar.

A noite tenebrosa parece mais escura revelando uma sexta feira de lua cheia que fica por todo tempo encoberta como se quisesse esconder alguma coisa ou ser cúmplice da maldade daquele ser morto-vivo horrível que tentava ceifar a vida de jovens que atravessava o bosque em direção a suas casas.

A luta continua e Fábio já não tem a mesma força e agilidade do início da luta. Fabiana tentar golpear o Corpo-Seco, mas não consegue o ataque com êxito.

A luta se arrasta pela noite sem que apareça alguém para ajudar os dois jovens que tentam sobreviver em uma luta desigual com um morto vivo.

Fábio após uma luta intensa não resiste e Corpo-Seco suga seu sangue até que morra nos braços de Fabiana que tenta fugir, mas é arrastada por seu algoz até o cemitério escuro e tenebroso.

Ana e Letícia chegam com ajuda policial que acaba não encontrando nada no local e faz busca no bosque, no cemitério sem nada encontrar.

No casarão velho abandonado ao lado, um corpo é arrastado entre meio os destroços empoeirados como se fosse um pedaço de carne sendo oferecido aos cães do inferno que habitam o lugar.

Corpo-Seco foi rejeitado por onde passou. Por sua crueldade sua alma foi mandada de volta do céu após sua morte em razão de sua maldade com sua mãe e pai. Chegando ao inferno o diabo após uma consulta com as mais cruéis das almas penadas chegou à conclusão que nem o inferno poderia aceitar aquela alma maldita mandando-a de volta a terra que também o rejeitou expelindo-o em estado de putrefação para que fosse ressecado pelo sol e viver como um morto vivo vagando pelos quatros cantos do mundo sem paz.
Em noites de lua cheia com tempo ruim e tenebroso Corpo-Seco sai do casarão e circula pelo bosque em volta do cemitério em busca de jovens aventureiros para encharcar seu corpo com sangue e se manter vivo na terra.

Cuidado ao passar por um lugar escuro em noite de lua cheia com céu encoberto observe o local se você encontrar árvores secas e perceber que a noite está mais escura que o normal corra ou ele vai te pegar...

Relato Sobrenatural: a pequena casa maldita

Dennis é um advogado muito competente, e por isso, é sempre requisitado e dependendo do caso em que trabalha, ás vezes fica até tarde no escritório. E foi em uma dessas noites em que trabalhou até de madrugada, que algo terrível aconteceu.
Enquanto passava por uma pequena estrada, Dennis avistou um rapaz que desesperadamente pedia ajuda. Dennis ficou temeroso, mas mesmo assim parou. O rapaz, muito agitado, pediu que Dennis o seguisse. Dennis o seguiu, e o homem pegou uma pequena trilha que adentrava a mata e subia um morro. Dennis perguntava o que estava acontecendo, mas o rapaz apenas pedia que o seguisse. Dennis continuou a seguir o rapaz por uns trinta metros morro acima. Estava muito escuro, e Dennis acabou perdendo-o de vista. Ele ficou chamando pelo rapaz por alguns minutos, mas nem sinal do individuo. O local estava uma escuridão total, e Dennis meio sem saber o que fazer andou mais alguns metros adiante, até que, por trás de algumas árvores, ele notou que havia uma claridade. Essa claridade, era de uma lâmpada em frente a uma pequena casa situada bem no alto do morro. Dennis foi caminhando em direção a casa, mas alguns metros antes de chegar nela, ele começou a escutar um barulho no matagal. A vegetação alta e a escuridão fizeram com que Dennis ficasse parado, sem reação alguma, apenas ouvindo os sons a sua volta. Eram sons de passos, e Dennis nesse momento, se arrependeu de ter parado o carro, pois pressentia que algo ruim estava prestes a acontecer. Não havia mais sinal daquele rapaz, os sons de passos continuavam, o local completamente escuro, e Dennis na dúvida se corria até aquela casa ou não. Mas pensando um pouco mais, ele decidiu voltar pela trilha e sair daquele local estranho. Mas enquanto caminhava rapidamente para retornar a seu carro, Dennis foi surpreendido terrívelmente. Um homem saiu do matagal e golpeou Dennis bem na cabeça com uma pá. Dennis meio atordoado, conseguiu se levantar e correr de volta pela trilha, mas aquele estranho homem o seguiu. Enquanto corria atrás de Dennis, o homem gritava assustadoramente, mas Dennis conseguiu correr de volta até a rua, chegar no seu carro, pegar o telefone e avisar a policia. Uma viatura chegou em poucos minutos, e foram os policiais que avisaram Dennis sobre um sério ferimento na cabeça, que devido ao susto, ele não havia percebido. Dennis contou tudo aos policiais, contou sobre o rapaz que pediu ajuda e desapareceu e também sobre o homem que o atingiu com uma pá. Como o ferimento na cabeça parecia ser grave, uma ambulância foi chamada e Dennis encaminhado para um hospital.
Os policiais chamaram reforços, e alguns minutos depois chegaram mais duas viaturas. Dois dos policiais ficaram próximos aos carros, enquanto os outros quatro iniciaram a subida ao moro. Usando lanternas, os policiais foram subindo com muita cautela, examinando tudo ao redor. À medida que subiam pela trilha, o mato ia ficando cada vez mais alto. A escuridão e o vento que batia na vegetação deixaram todos muito apreensivos, pois não sabiam o que iriam encontrar no alto do morro. Foram andando bem devagar, até que avistaram a pequena casa. A lâmpada próxima à entrada da casa continuava acesa. Os policias foram até a casa, deram a volta e viram que a energia elétrica vinha de um velho gerador. Voltaram até a frente, bateram na porta várias vezes, mas ninguém atendeu. Um dos policiais voltou até os fundos para ver se havia outra entrada, e alguns segundos depois, ele gritou chamando os companheiros. Ele havia descoberto várias valas no quintal da casa, todas com comprimento para caber corpos humanos. Todos achando aquilo muito suspeito decidiram invadir a casa. Arrombaram a porta facilmente devido a seu estado deteriorado. Ao entrar na casa, notaram que havia poucos móveis, todos eles em péssimo estado. A sala ficava praticamente junto à cozinha, havia resto de comida por todos os lados, e pra piorar, um cheiro horrível se espalhava por todo o ambiente. No quarto só um colchão e um cobertor velho e no banheiro uma sujeira total. A iluminação precária fez com que os policiais sentissem um enorme desconforto. Vasculharam todo canto da casa, mas, não encontraram nada. Eram quase quatro da manhã, os policiais pretendiam voltar quando o dia clareasse, mas, um deles descobriu algo sem querer. Ele notou que as baratas que lá circulavam, entravam e saíam por um vão debaixo de um tapete velho. O policial levantou o tapete e descobriu uma espécie de alçapão. No principio pensaram ser à entrada de um porão, mas na verdade, era um enorme buraco escavado por debaixo as casa. Dois policiais desceram por uma escada de madeira, havia um túnel de uns dez metros de comprimento, e ao fundo havia uma claridade. Os policiais foram andando lentamente em direção ao fundo do túnel, mas para o azar dos dois, a luz foi desligada. Os policiais voltaram rapidamente à saída e pediram as lanternas. Retornando a investigação, eles continuaram em direção ao fundo daquele túnel, dessa vez, mais apreensivos ainda. E quando já haviam passado da metade, um homem surgiu gritando, e com uma picareta, tentou agredir os policiais, mas ambos conseguiram se esquivar. Começou uma luta entre os policiais e aquele estranho homem, mas entre chutes e socos, ele conseguiu se livrar, subir a escadinha e lá em cima, travar outra luta com os outros dois policiais. Foi preciso um tiro na perna para que conseguissem algemá-lo. Esse homem era um senhor de meia idade, magro, tinha um rosto medonho, cabelos ralos e compridos, barba enorme e poucos dentes na boca. Os policiais estranharam que um homem daquela estatura e idade tivesse tamanha força. Mas foi na hora em que foram levá-lo para fora da casa, que os policiais levaram o pior susto de suas vidas. O homem começou a gritar assustadoramente, e o pior, vários objetos da casa começaram a cair, portas e janelas começaram a bater, as luzes ficaram piscando e um barulho infernal, que pareciam ser vozes, atordoaram os policiais. Eles tentaram correr para fora da casa, mas a porta parecia estar trancada. Aquele homem apavorante ainda tentava agredi-los, e só conseguiram pará-lo, com um tiro na cabeça. O homem caiu morto, e foi nesse momento, que os sons atormentadores cessaram. Os policiais saíram da casa, mas todos ainda muito transtornados, sentaram alguns metros adiante, próximos a uma árvore no meio da trilha. Ficaram todos calados até o amanhecer.
Depois de passado o susto, eles chamaram reforços. Vasculharam a casa inteira, e no fim daquele túnel, havia um altar com várias estatuas de demônios, e no quintal, havia nove valas, todas com corpos dentro. Os quatros policiais decidiram manter aqueles acontecimentos em segredo.
No hospital, Dennis recebeu curativo no ferimento e passou dois dias no hospital em observação. No quarto em que estava, havia um cartaz com fotos de pessoas desaparecidas, e em uma dessas fotos, estava o rapaz que pediu ajuda na estrada. Ele estava desaparecido há três meses e seu corpo foi encontrado em uma daquelas valas.
Alguns meses depois, aquela casa tenebrosa foi demolida, mas, durante a demolição, dois trabalhadores morreram de formas inexplicáveis.

relato sobrenatural: Terror Na Estrada

Um carro parado na beira de uma estrada. Dentro, um casal discutia. A garota perguntava incessantemente o porque de seu namorado não ter parado em um posto de gasolina. O rapaz se defendia dizendo que já havia enchido o tanque no dia anterior, e achava que com o combustível que tinha daria para viajar tranquilamente. O casal estava indo para uma cidade litorânea, era uma viagem muito esperada por eles, mas foi interrompida justamente pela falta de combustível. Para piorar o que já era ruim, o carro parou em um local bem afastado de tudo, por onde se olhava, apenas se podia ver a vegetação e as grandes árvores que cercavam a estrada, e os poucos carros que trafegavam por lá, ninguém podia dar a ajuda que eles precisavam.
Como não havia outra alternativa, o casal ficou do lado de fora do veiculo esperando e torcendo para que logo aparecesse alguém que pudesse ajudá-los. Mas passaram-se os minutos, horas e nada. Além de não conseguirem ajuda, logo anoiteceria, e não havia iluminação naquela parte da estrada. Isso deixou os jovens muito preocupados. Tentaram também fazer ligações para familiares e amigos, mas, naquela área, o telefone celular não tinha sinal algum. A garota continuava culpando o namorado por eles estarem naquela situação, ele, só se desculpava.
Alguns minutos depois, a garota se lembrou de ter visto uma pequena casa na beira da estrada, mais ou menos uns quinze a vinte minutos antes do carro parar. Pelo tempo, deduziram que essa tal casa não ficava longe dali, então, decidiram ir até lá, pois naquele momento, era a única maneira de encontrar conseguir ajuda. Mas teriam que ir depressa, logo anoiteceria e a estrada ficaria uma total escuridão.
Elá foram eles. Andando pelo acostamento, o casal partiu em direção a pequena casa, levando consigo uma pequena lanterna, para quando escurecesse, e um galão vazio, na esperança de conseguir um pouco de gasolina. Durante esse longo e imprevisível trajeto, o rapaz falava e brincava bastante, tudo para fazer com que a garota se sentisse bem. E assim foram indo.
Mas o percurso era maior do que eles imaginavam. Logo anoiteceu e eles tiveram que usar a lanterna, essa que, não durou cinco minutos e parou de funcionar. O casal praticamente se viu perdido no meio daquela quase total escuridão, quase porque o brilho da lua cheia clareava levemente a estrada. Mesmo assim continuaram andando, voltar não adiantaria nada, ir até aquela pequena casa, ainda era uma esperança.
Andando apressadamente e praticamente em silêncio, o jovem casal desejava mais do que nunca chegar logo a essa pequena casa. Mas eles andavam, andavam e nada de chegar.
De repente, começaram a ouvir sons que vinha de dentro do matagal. Parecia que alguém ou algo estivesse quebrando os galhos das árvores. No começo o som parecia distante, mas pouco a pouco foi ficando mais alto. O que quer que seja o que fosse aquilo, estava vindo do meio da mata rumo a estrada, bem na direção do casal. Os jovens apertaram ainda mais o passo, nessa altura já estavam muito assustados. Aquilo que estava na mata parecia acompanhar os passos do jovem casal. Sem pensar duas vezes, o rapaz pegou na mão da namorada e os dois saíram correndo, quase que desesperadamente. Correram por muitos metros, mas, a garota não conseguia mais acompanhar seu namorado. Então eles pararam de correr, e notaram que aqueles sons haviam cessado. Por um instante se viram livres daquilo que na verdade nem sabiam o que era.
Foi nesse momento que algo chamou a atenção do rapaz. Ele pediu para que sua namorada olhasse para o topo de uma árvore na beira da estrada. A garota olhou e se apavorou com o que viu. Não só ela, mas também o rapaz também ficou apavorado ao ver um vulto em pé em cima de um dos galhos bem no alto da árvore. Apoiando uma das mãos sobre o tronco, aquilo que observava o casal, percebeu que o casal havia notado a presença dele, e de uma forma espantosa e uma velocidade impressionante começou a descer da árvore. Mais uma vez o rapaz pegou na mão da namorada e os dois saíram correndo desesperadamente. Aquela coisa, o vulto, ou seja lá o que fosse aquilo, desceu da árvore e passou a perseguir o casal pela estrada. A sua velocidade era impressionante que logo alcançou a casal. O rapaz, em um instinto de sobrevivência e um ato de proteger a namorada, tentou lutar contra aquele ser estranho. Durante a tentativa do jovem se defender, e em meio a gritos desesperados da garota, pode ser comprovado que aquilo de fato era um homem, ou pelo menos parecia ser. Mas apesar de sua aparência esquelética, esse tal homem tinha muita força. O rapaz não conseguiu resistir por muito tempo, logo aquele homem o derrubou e no chão, o atacou violentamente com uma mordida no rosto. A garota desesperada, ao ver aquela terrível cena, voltou a correr, e não demorou muito e ela conseguiu enfim chegar até essa pequena casa. A jovem bateu várias vezes na porta enquanto gritava por socorro. Logo, um senhor abriu a porta e puxou a garota para dentro. Esse senhor parecia saber o porque do desespero da garota, ela, que mal adentrou a casa e desmaiou.
Já havia amanhecido quando a jovem acordou, e ainda chorando muito contou ao senhor e a esposa dele o que havia ocorrido na estrada. A policia foi chamada. Fizeram uma busca por todo o local, fizeram todo o trajeto antes feito pelo casal, mas não encontraram o rapaz. A única coisa que tinha, eram as marcas de sangue, muito sangue que borravam o asfalto, bem aonde o rapaz havia iniciado a luta com aquele ser. Mas um dos policiais percebeu que as marcas de sangue adentravam a mata. Aos poucos que os policiais iam se embrenhando no matagal, iam achando os pedaços do corpo do rapaz. Mas para a garota e a família do jovem, eles disseram que não encontraram nada. A policia também parecia saber o que aconteceu por lá, parece que esse foi só mais um caso trágico que encobriram. Sabiam que algo provocava aquelas mortes terríveis, mas não sabia quem ou o que era esse assassino.
Em depoimentos, a garota disse que não se lembrava muito bem como era aquele sinistro homem, só soube dizer que era muito magro, com ossos protuberando sob a pele e que parecia ter presas como as de um animal selvagem

Relato Sobrenatural: A cidades das almas perdidas

Dave estava no meio de uma viagem com sua família quando o motor do carro em que estavam fundiu. Ele parou o carro no acostamento e tentou chamar um guincho, mas o seu telefone celular não dava sinal. Dave e sua família ficaram parados por mais de duas horas, e nesse tempo todo, não passou nenhum outro carro pelo local. O ponto da estrada em que pararam ficava muito longe da cidade e era cercado por muita vegetação e muitas árvores, a maioria delas enormes. Só depois de muito tempo, notaram que escondida entre a vegetação, havia uma placa que dizia: XXX 1,5 KM, e havia também uma pequena estrada de terra adentrando a mata. Liza, esposa de Dave, decidiu seguir a trilha para ver se encontrava alguém para ajudá-los. Ela acreditava que aquele caminho a levaria até algum lugar habitado. Então, Liza pegou seus dois filhos e começou a andar pela trilha, enquanto Dave ficou no carro esperando, caso alguém passasse pela estrada.
O tempo foi passando e nenhum outro carro trafegou por ali. Dave foi ficando preocupado com sua família e tentou ligar para Liza, mas o celular continuava sem sinal. Percebendo que logo escureceria, Dave decidiu pegar o caminho e ir atrás de sua família.
Ao chegar no final da trilha, Dave avistou uma cidadezinha, e quando se aproximou, notou que ela estava totalmente abandonada. Várias casas, comércios e até uma igreja estavam bastante deteriorados, como se a cidade estivesse abandonada há muito tempo. Dave começou a andar pelas ruas chamando pelo nome de sua esposa, mas não obteve nenhuma resposta. O silêncio era perturbador, o único som que Dave escutava era o som de seus passos nas ruas empoeiradas daquela estranha cidade. Cada minuto que passava, Dave ia ficando mais preocupado, ainda mais porque logo a noite chegaria.
Dave encontrou o que parecia ser um bar, o estabelecimento estava com a porta aberta. Ao entrar, Dave sentiu um forte cheiro de comida estragada. No balcão, havia um prato ainda com comida e também vários copos, a maioria deles com bebidas. Nas mesas, havia garrafas, copos, jornais e até um jogo de baralho. Era como se as pessoas tivessem sumido de repente, deixando tudo o que estavam fazendo, deixando todas as coisas no lugar, no exato momento em que desapareceram.
Dave saiu do bar sentindo enjôo devido ao cheiro desagradável, e no momento em que passava em frente a uma casa, começou a ouvir a voz de seu filho, mas não dava para entender o que ele dizia. Dave, confuso, ficou em frente a casa chamando pelo seu filho, mas ele continuava falando como se conversasse com alguém, sem responder ao chamado de Dave. Preocupado, Dave começou a bater na porta da casa, mas tudo continuou como estava. Ele continuava a ouvir o som da voz de seu filho sem compreender o que ele dizia. Dave decidiu forçar a porta até arrombá-la. Ao entrar, Dave encontrou a casa na mesma situação do bar. Na sala, roupas e chinelos, e na cozinha, panelas com comida, a mesa com copos e pratos. Tudo largado. A voz de seu filho vinha do andar de cima. Então, Dave subiu as escadas rapidamente, e quando chegou lá em cima, ele encontrou dois quartos com as portas abertas. No primeiro, apenas uma cama com os lençóis e cobertores revirados e um guarda-roupa velho. No segundo levou um susto ao ver um homem sentado na cama com as mãos no rosto e os cotovelos apoiados nas pernas. Dave reparou que havia marcas de sangue no chão e nas paredes. Dave foi se afastando devagar, até que, o homem percebeu sua presença e levantou rapidamente da cama. Ele estava com diversos ferimentos pelo corpo, e sangrava muito pela boca e nariz. O homem, com uma voz estranha e rouca, pediu para que Dave fosse embora. Dave desceu as escadas rapidamente e correu para fora da casa. Ao passar pela porta da frente, ela foi fechada violentamente. Dave ficou sentado em uma calçada se recuperando do susto e, desesperado, começou a gritar pelo nome de sua esposa. Alguns segundos depois, Dave começou a ouvir a voz de Liza chamar por ele. Dave seguiu o som da voz e percebeu que ele vinha da velha igreja. O portão estava aberto. Mesmo confuso e com muito medo, Dave entrou, mas a porta de entrada da igreja estava trancada. Ele reparou que nessa porta havia uma espécie de símbolo com alguns dizeres estranhos. Dave lembrou que também viu esse símbolo no bar e na casa que ele havia entrado. A voz de Liza continuava a chamar por Dave, que mesmo assustado, pegou um corredor que ficava entre o muro e a parede lateral da igreja e seguiu até os fundos. O corredor também continha um enorme rastro de sangue que ia até o jardim nos fundos da igreja. Encostada a uma pequena árvore, havia uma velha senhora, com os cabelos bem compridos e grisalhos, que em sua mão esquerda, segurava o pedaço inferior de um braço. Ela parecia mastigar alguma coisa. A velha se levantou e começou a ir em direção ao Dave, ela também estava com uma aparência assustadora. Dave correu e a velha foi atrás dele gritando assustadoramente. A velha corria muito rápido pela idade que ela aparentava ter. Depois de correr por alguns metros, Dave conseguiu se livrar da velha. Por essas horas já estava começando a escurecer, e Dave, desesperado e sem saber o que fazer foi indo em direção à saída da cidade. Foi nesse momento que ele viu a luz de uma lanterna vindo pela estradinha. Dave foi se aproximando aos poucos e viu que a lanterna era de um policial. O policial levou um susto quando viu Dave se aproximando, e quase deu um tiro se Dave não gritasse. O policial disse que viu o carro parado no acostamento e decidiu investigar. Dave contou tudo o que havia ocorrido, e pensando que o policial discordaria dele, se enganou. O policial contou que há muito tempo naquela cidade, havia uma seita de adoradores do diabo, e que houve muitos assassinatos e suicídios, mas não sabia como todos os moradores sumiram. Esse policial acreditava que essas pessoas foram punidas, receberam um castigo pelas atrocidades que elas faziam, e hoje seus espíritos sofridos vagam pela cidade. O policial também disse que foi um erro não ter demolido toda a cidade, e que a família de Dave não foram às primeiras pessoas a desaparecerem. Enquanto voltavam para a estrada, o policial mostrou um cemitério que ficava no meio da mata, onde os corpos dos executados eram enterrados. Foi nesse momento que os dois começaram a escutar sons de passos vindo pelo caminho, saindo da cidade em direção a eles, foram se aproximando até que o policial, conseguiu com sua lanterna, clarear o que estava perto deles. Eram várias pessoas, todas elas com aparência medonha, olhos avermelhados, corpos esqueléticos e com ferimentos sangrando sem parar. Dave e o policial correram em direção a estrada, e foram perseguidos por aquelas pessoas até chegarem ao carro de policia. Ao entrarem no carro, as pessoas o cercaram e ficaram batendo no vidro. Desesperado, o policial ficou acelerando durante alguns segundos até conseguir se livrar, e sair atropelando algumas daquelas pessoas. Aterrorizado, o policial não conseguiu controlar o carro e acabou batendo alguns metros adiante. O carro capotou várias vezes.
No dia seguinte, encontraram o carro da policia todo amassado com marcas de sangue em forma de mãos humanas nos vidros e o carro de Dave estacionado a beira da estrada. Havia também marcas de sangue no asfalto como se alguém tivesse arrastado corpos de pessoas para dentro da mata. As autoridades que sabiam do fato, arrancaram a placa e cobriram todos os vestígios da estradinha que levava até aquela cidade, para que ninguém mais fosse até ela.

Relato Sobrenatural: A velhinha Sinistra

Evan, Sam e Dave eram três arruaceiros, que em meio as suas vidas de total ócio, invadiam casas e comércios, e aproveitando da ausência dos proprietários, furtavam diversos objetos. Evan e Sam eram os mentores dos delitos, Dave, não emitia opinião alguma, apenas acompanhava os outros dois larápios.
E foi na procura por lugares a serem invadidos que descobriram uma velha casa no bairro mais afastado da cidade, que de tão afastado de tudo, lembrava uma área rural. A residência era muito antiga, rodeada por grandes árvores, parecia estar abandonada há muito tempo, pois no seu grande quintal, a grama alta cobria quase tudo. Mesmo com a aparência deteriorada da casa, e o risco de não encontrar nada de valor, só por diversão decidiram invadi-la.
Os rapazes voltaram a residência quando já havia anoitecido, e munidos de lanternas, partiram para o ato de vandalismo. Com grande dificuldade, atravessaram o matagal que se formou em frente a casa, já com a porta de entrada, não tiveram problema algum, arrombaram com facilidade. Um forte e fétido cheiro foi sentido pelos rapazes ao adentrarem a casa, chegando a ponto de causar terríveis náuseas em Dave. A total escuridão contribuía para deixar o local com um clima sombrio, isso incomodava os garotos, mas na ambição para encontrar algo de valor, continuaram com a investida. A casa possuía apenas três cômodos, todos com o chão revestido com madeira. A sala, com um velho sofá e uma estante quase que desmontando sozinha, o banheiro, de onde vinha o cheiro desagradável, e o quarto, que estava com a porta fechada. Evan foi até o quarto, abriu a porta, e quando apontou a lanterna para o interior desse cômodo, levou um grande susto. Dentro do quarto, havia uma cama muito antiga, e bem ao seu lado, aquilo que deu o enorme susto em Evan. Havia uma velha senhora sentada em uma cadeira de balanço. Espantados, ficaram observando a idosa sentada naquela velha cadeira, que mesmo com a claridade da lanterna em sua direção, não esboçou reação alguma. Sam cogitou a possibilidade de ela estar morta, e tomando a lanterna da mão de Evan, foi caminhando lentamente até a velha senhora. A idosa, com seus cabelos compridos e completamente brancos, com sua face extremamente enrugada, usava um longo vestido branco, já amarelado, coberto por um xale marrom. Sam caminhou até ficar bem em frente a velha, que continuava imóvel, e por um tempo observou seu rosto machucado pela idade. Evan disse que era melhor eles irem embora e chamar alguém para cuidar daquela situação, mas, antes, antes que pudessem deixar o quarto, aconteceu algo que os rapazes jamais poderiam imaginar. A velha senhora, que antes estava imóvel parecendo estar morta, abriu seus olhos vermelho sangue, e com um movimento rápido, agarrou Sam desfigurando o rosto do rapaz com suas unhas compridas. Sam, não suportando a dor e a quantidade de sangue que jorrava de sua face, desmaiou. Evan e Dave gritaram desesperado depois que presenciaram aquela terrível cena, eles tentaram correr, mas, a velha, de uma forma estranha e sinistra, saltou por cima da cama e conseguiu agarrar Evan dando-lhe uma mordida, cravando bem fundo seus dentes pontudos e arrancando um enorme pedaço de carne do pescoço do pobre garoto. Dave conseguiu correr para fora da casa, mas tropeçou em uma pedra e levou um tombo violento. Caído, Dave assistiu a velha sair da casa e vir rapidamente em sua direção, mas, o mais tenebroso era que, os pés da velha não tocavam o chão, a bruxa literalmente flutuava. Dave não teve reação alguma, a velha, com sua roupa suja com o sangue dos outros garotos, se aproximou e o atacou de forma violenta, segurando o pelo pescoço e cravando fundo suas unhas na garganta do rapaz. A velha bruxa ainda arrastou o corpo de Dave para dentro da casa, fechando a porta tranqüilamente.
Familiares, amigos, ninguém nunca soube como os garotos desapareceram. Durante as buscas, passaram diversas vezes por aquela casa, mas nunca desconfiaram que foi lá que os garotos foram aterrorizados e mortos por uma velha bruxa, que, pacientemente, sentada naquela antiga cadeira de balanço, aguardava suas próximas vitimas.

Relato Sobrenatural: Na da Noite

Passava da meia noite quando Jeremy saiu da casa de sua namorada. Ela insistiu para que ele passasse a noite por lá, achava muito perigoso o rapaz andar pelas ruas escuras do bairro, ainda mais naquele horário. A preocupação da garota tinha um motivo. Naquela noite choveu muito forte, uma chuca acompanhada de raios, trovões e um vendaval que contribuiu para que não só aquele bairro, mas vários outros ficassem sem energia elétrica. Mesmo com a insistência da amada, Jeremy disse que precisava ir, disse que tinha coisas a fazer, e com um beijo apaixonado se despediu da garota e saiu em caminhada até o ponto de ônibus mais próximo.
Se já não bastasse a desconfortante escuridão, o frio e o sereno, a noite ainda contava com o som sinistro que a ventania provocava ao bater nas árvores. Isso fez com que Jeremy apressasse os passos. Ele se apressou tanto que em poucos minutos chegou ao ponto de ônibus, mas estava receoso, não sabia se realmente pegaria a condução, pois as ruas estavam desertas e alguns poucos carros passavam. Mas para o seu alivio, logo surgiu o ônibus e assim ele pode seguir o caminho de casa. Jeremy desceria apenas no ponto final, pois morava próximo ao terminal rodoviário e, nesse trajeto, aproveitou para puxar uma conversa com o motorista, que aliás era seu amigo, sobre a tempestade daquela noite. A situação era muito critica , a cidade toda estava as escuras, haviam policiais e bombeiros auxiliando as pessoas, recomendando que todos fossem o mais rápido possível para suas casas.
Cerca de vinte minutos depois o ônibus chegou ao seu destino. Jeremy continuava a conversar com o motorista enquanto as poucas pessoas que estavam na ônibus desciam, mas, antes de fechar as portas do veiculo em definitivo por aquela noite, algo chamou a atenção dos rapazes. Lá no fundo, precisamente no último assento do lado esquerdo do ônibus, havia uma velha senhora, sentada, com os braços cruzados, com a cabeça abaixada parecendo estar dormindo. O motorista ficou confuso, aquela velha senhora havia entrado no ônibus com algumas pessoas, no qual se destacavam pela vestimenta antiquada e de cor preta, mas todos desceram a vários pontos antes do destino final. O motorista foi até a senhora na intenção de acordá-la e também , saber se ela estava bem. Jeremy o acompanhou. Foram várias tentativas de acordar a velha senhora, mas ela não esboçou nenhuma reação, nem com os chamados, nem com os toques no ombro. O motorista colocou a mão na testa da idosa e percebeu que a temperatura do corpo dela estava muito baixa. Jeremy e o motorista de apavoraram, achavam que a velha havia falecido ali mesmo. Jeremy tirou seu telefone celular do bolso e enquanto tentava fazer uma ligação para a policia, notou que a velha abriu os olhos. Aquela idosa, de aparência frágil e dócil, com uma impressionante rapidez, segurou no braço do motorista e com a voracidade de um animal selvagem, deu uma mordida cravando bem fundo seus dentes pontudos, para logo em seguida arrancar um enorme pedaço de carne. O motorista deu um enorme grito de dor e, tentando se livrar da velha, tropeçou e caiu de costas no chão. Jeremy, mesmo apavorado com o que acabou de ver, conseguiu arrastar o amigo e tirá-lo para fora do ônibus. A velha perseguiu os dois. Ela andava muito rápido para alguém da idade que aparentava ter. Os outros motorista e funcionários do terminal rodoviário, ao ouvir os gritos desesperados, foram até o local e também se apavoraram ao a horripilante senhora, que estava parada, olhando para todos ao redor com seus olhos vermelhos e seu rosto desfiguradamente medonho. O estranho era que ela ficava abaixada, parecendo estar em posição de ataque, quando de repente ela avançou sobre todos. Alguns correram para a rua, outros se trancaram em uma sala dentro do terminal, mas um rapaz não conseguiu fugir e foi atacado pela velha senhora, que literalmente devorou seu rosto. Por uma janela, Jeremy e outras pessoas que estavam escondidas, viram a velha deixar o corpo do rapaz e correr para a rua, que ainda estava em completa escuridão por consequência da chuva. Todos permaneceram escondidos até o dia clarear.
Mais duas mortes idênticas a morte do funcionário do terminal rodoviário foram registradas naquela noite, mas ninguém soube dizer quem ou o que teria cometido tais atrocidades. Nem mesmo Jeremy, ou o motorista, ou todas as pessoas que presenciaram as cenas de terror daquela estranha noite, sabiam o que realmente aconteceu, quem era aquela pavorosa idosa, e porque ela agia daquela forma.

Relato Sobrenaturais: Suicídio Sobrenatural


Bom o fato que vou relatar a seguir aconteceu em uma cidade do interior de São Paulo. O relato só vai ser postado hoje, porque somente agora soubemos, detalhadamente, o que aconteceu naquela época.
No início dos anos 90, uma garota, que vamos chamar de Maria para preservar sua real identidade, cometeu suicídio.

Os motivos deste suicídio nunca forma descobertos, até o começo deste ano, quando familiares acharam um diário e outros documentos a respeito dos fatos.

Esta garota foi minha colega de classe durante o ensino fundamental. Tínhamos muito contato, inclusive por sentarmos próximos na sala de aula e termos algumas atividades extracurriculares juntos.

Maria era uma garota comum, como qualquer outra de 13 ou 14 anos. Porém, era muito tímida e de certa forma reservada.

Como todos nós, meninos desta faixa etária, a curiosidade pelo desconhecido era latente. Maria adorava histórias sobrenaturais, casos fantasmagóricos, aparições, casas mal assombradas e tudo mais.

Naquela época não havia internet, todo o conhecimento era obtido através de livros e revistas. Lembro-me bem que após ter contato com um livro infanto-juvenil que tratava do assunto “Brincadeira do Copo”, Maria ficou fascinada e a partir daí começou a se aprofundar no assunto, buscava informações em livros (específicos) e matérias publicadas em revistas relacionadas ao tema.

Depois de começar sua busca, Maria mudou completamente. Sua personalidade se alterou de tal forma que passou a usar somente roupas pretas, trazer com sigo objetos ligados a magia, amuletos, estudar línguas antigas, ela acabou por se fechar em um mundo paralelo, próprio.

Sempre que podia nos convidava para ir ao cemitério ou a locais tidos como mal assombrados para realizar rituais de evocação e coisas assim. Excomungava Padres, Sacerdotes, Pastores, líderes religiosos de um modo geral. Cultuava personagens ligados à magia maligna, bem como entidades demoníacas e coisas do gênero.
Após, um período de ausência às aulas e o convívio, veio a notícia do suicídio. Como já relatado, os motivos não forma descobertos e achava-se que a garota sofria de depressão, doença que ganhou publicidade na época.

Nós, que de certa forma convivíamos com ela, suspeitávamos da relação de sua morte com algo ligado a esta busca pelo lado negro do sobrenatural.

No início deste ano soubemos que nossas suspeitas estavam certas, pois através do diário, dos livros, revistas e material encontrado por sua prima pudemos entender melhor o que aconteceu.

Maria, ao contrario do que pensávamos, fez extensa pesquisa sobre o assunto. Buscou conhecimento sólido sobre métodos de evocação, magia, religião (das mais diversas), demonologia dentre outros.

Em seu diário relata com detalhes a evocação de espíritos através da “brincadeira do copo”, rituais e métodos. Menciona, também, a orientação de um mentor e sua relação com um espírito em particular.
A garota afirma que encontrou um espírito que a guiava em sua pesquisa e impunha “tarefas” a serem cumpridas. Ela o chamava de “Agnus – o mestre” e relata acontecimentos extraordinários.

Em seu diário afirma que a tal entidade ensinou-a uma técnica para que em todas as sessões da “brincadeira do copo” ou em outro método de evocação haja manifestação de espíritos malignos.

Os rituais descritos por ela vão desde conjuros a complexas manobras, envolvendo sacrifício de animais e atos contra pessoas.

Porém, isto acabou por dominar sua vida, que se restringia a buscar o mal, em comunicar-se com entidades malignas e praticar atos horríveis.

Por fim, Maria diz ter sido “obrigada a cumprir uma tarefa” que a igualaria ao seu Mestre. A tal tarefa consistia em UM SACRIFÍCIO HUMANO. Ela relata que tentou desistir da tarefa, que resistiu e argumentou com a entidade, mas não teve escolha e CUMPRIU A TAREFA.

Porém, ao escolher a vítima veio a surpresa: sua escolha foi A SI PRÓPRIA.

APÓS REALIZAR O RITUAL EM UM CEMITÉRIO, USOU AS CORDAS DE UM VIOLÃO PARA ENFORCAR-SE NA SACADA DE SUA CASA.

Até agora não entendemos como ela pode cometer tal ato e quão influente era esta entidade. Tudo que consta de suas anotações e seu diário deve ser analisado com cuidado e por especialistas em magia. Tenho a cópia da maior parte dos documentos e com a ajuda de especialistas quero entender tudo isso.

Este relato serve também como alerta a todos aqueles que buscam e se envolvem com o  sobrenatural, pois é necessário termos cuidado com o que procuramos e os métodos que usamos.

Relato Sobrenaturais: A Dona da Boneca

Eu tinha 6 anos de idade, uma tia minha trabalhava na casa de uma família rica, o casal tinha uma única filha, a garotinha tinha de tudo. Um dia aconteceu uma tragédia: a menina andava de patins na rua e em um momento de descuido foi atropelada por um carro que a arremessou longe, não resistiu aos ferimentos e morreu. Os pais ficaram desolados e se livraram de tudo que a filha mais gostava, inclusive uma boneca linda. Minha tia trouxe a boneca pra mim, contou para os meus pais o que tinha ocorrido, mas nós não tivemos receio, fiquei feliz da vida e não me desgrudava da boneca.

Uma vez minha prima veio passar uns dias comigo, brincamos a tarde toda e na hora de dormir deixei a boneca no pé da minha cama. No meio da noite ouvi sons de soluços e acordei, a luz do abajur estava acesa a vi a silhueta de uma criança parada, pensei que fosse minha prima e a mandei ir dormir, mas a figura não se mexeu, levantei da cama e fui acender a luz, foi aí que percebi que minha prima estava dormindo do meu lado e ao lado da cama não havia ninguém.

Passaram-se algumas semanas e eu fiquei com aquilo direto na cabeça, comecei a ter dificuldade para dormir. Quando dormia sempre tinha pesadelos e acordava gritando, sonhava que aparecia uma menina com a face deformada gritando e falando palavras estranhas enquanto tentava me agarrar. Meus pais diziam que eu estava mentindo ou ficando louca e me levaram numa igreja. Lá eles disseram que eu tinha uma coisa que estava fazendo mal para o meu espírito, que eu precisava me livrar daquilo. No mesmo dia meu pai levou a boneca para minha tia, que deu um fim nela (queimou, eu acho). Após isso, em menos de 2 semanas eu me recuperei totalmente. Tive outras experiências, mas nada em relação a isso.

quinta-feira, 24 de março de 2016

relato Sobrenatural: encontro com um lobisomem

O fato que se decorreu comigo aconteceu quando eu estava voltando do núcleo habitacional vizinho à minha vila onde eu e meus amigos estávamos andando de skate. Até ai tudo bem. As horas se passaram e foi ficando tarde e eu nem me preocupei com a hora, pois eu não ia pra escola no outro dia. Mas como era meio longe me despedi deles e desci. A essa altura já deveria ser umas 2 da madrugada pra mais.

No caminho de volta pra casa, da onde eu estava, eu tinha que pegar uma ladeira depois um subidão e não havia muito mato. A avenida era de duas mãos apenas, havia um canteiro entre a rua que subia e a rua que descia. Eu estava indo tranquilo, desci a avenida de boa e quando eu estava na metade da subida eu olhei pra outra rua que descia e vi o tal animal que na minha opinião, pela forma que tinha e pelos meus conhecimentos (na hora associei), era o lobisomen. Também lembrei das coisas que a minha avó me contara sobre esses assuntos e justo naquele dia ela tinha me dito pra não sair e ficar por aí porque era quarta-feira de cinzas e início da quaresma. Ela falava que quando se inicia a quaresma tudo que há de mau sobre a terra fica liberto pra vagar. Eu até então era descrente sobre essas coisas, mas a partir daí passei a acreditar.

Voltando ao assunto... quando eu vi eu não acreditei. Sabe quando se olha de relance e pensa ter visto algo e rapidamente muda o campo de visão e olha novamente pra constatar se aquilo realmente está lá?! Foi essa a minha primeira reação, mas quando eu olhei de volta a coisa ainda estava lá. As semelhanças eram de um ser humano só que bem maior, totalmente coberto de pelos curtos, aspecto corporal forte e se locomoveu como um bípede e como um quadrupede.

Quando eu constatei que era uma coisa real, com o skate em baixo do braço, fiquei com muito medo e comecei a andar mais depressa em direção ao fim da subida. Até então ele não tinha me visto e por mais engraçado que vocês possam achar ele estava depenando a árvore da calçada de um colega meu. Por qual motivo ele estava fazendo tal ação eu não sei. Quando eu estava quase no fim da subida eu comecei a correr em disparada pra casa, sentindo calafrios e me arrepiando dos pés a cabeça. Foi aí que ele também me viu e começou a correr pra cima. Então eu fiquei apavorado e pensei: "Agora ou ele vai fugir ou vai me atacar". Pensei em ficar e tentar dar umas 'skeitadas' nele, mas o medo falou mais alto, então continuei a correr e a observar pra onde ele estava indo.

Vi que ele se adentrou para o quintal de uma tiazinha onde havia uma árvore da espécie mangueira e um pouco de mato na entrada que obstruía a visão. Lembrando que quando eu vi, ele se encontrava de pé, mas quando começou a correr rapidamente ainda deu uns quatro passos de pé e depois se voltou a posição de um quadrúpede, que na minha opinião, é melhor pra desenvolver velocidade e ter então uma certa vantagem sobre a situação. O mais incrível vem a seguir: ele, pra entrar no quintal da tiazinha que era uma casa humilde de chão de terra, pulou uma cerca de madeira alta de mais ou menos 1.30m sem o menor esforço, como se fosse brincadeira, então eu parei de olhar pra ele e corri até chegar em casa quase morto de canseira esmurrando o portão pra minha vó abrir e olhando pra todos os lados da minha rua enquanto ela não vinha pra abrir, com medo da coisa ainda estar por perto. Foi aterrorizante.

Então, quando ela abriu o portão aos meus gritos de "Anda logo, vó! Anda lógo... eu vi um bicho lá no estradão!" (que é um apelido que o povo dá pra aquela avenida). Ela me disse "Vai muleque! Eu não te falei pra não sair hoje?!" Desde então eu passei a acreditar.

No outro dia eu fui lá na casa do meu colega, bem cedo, e vi as folhas e galhos que estavam todos no chão. Perguntei pra ele se ele tinha ouvido algum barulho e ele disse que não, então eu contei a história pra ele e foi o primeiro a rir e falar que eu estava mentindo. O ruim das pessoas é que coisas assim, extremas, e extraordinárias elas só acreditam quando vêem por si próprias, com os próprios olhos.

Relato Sobrenatural: Terror na noite

Este é meu primeiro relato e vou tentar ser o mais objetivo possível. Eu tinha uns dezessete anos e estudava uns 4 quilômetros longe de onde a gente morava. Chegava da aula sempre depois das onze e nossa casa era no meio de uns pinheiros antigos e alguns pés de frutas. Não havia luz e nossa pequena família dormia cedo. A luz era de lampião a gás e as portas e janelas eram de madeira trancadas com tramelas. Meu pai viajava muito trabalhando e ficavamos eu e minha mãe naquela casa no meio do nada.

Foi em uma noite normal como todas as outras. Nada de especial, não era sexta-feira, nem quaresma. Era uma noite iluminada, clara pelo luar com minha mãe me esperava sentada na cozinha. Um fogão a lenha ainda aceso mantinha minha janta aquecida. Era legal chegar em casa e poder conversar com minha mãe. Entrei e coloquei minha pasta na mesa da copa. Fui para a cozinha e beijei minha mãe. Foi quando tudo começou. A única porta da casa que dava acesso a sala abriu rangendo. Minha mãe me pediu para trancá-la. Fui. Quando fechei, a janela da cozinha onde estava minha mãe abriu-se num estrondo batendo na parede. Fui ver assustado, pensando que havia caido algo na cozinha. Quando minha mãe fechava a janela passando a tramela, a janela do quarto de minha mãe abriu violentamente. Corri para o quarto, fechei e no mesmo instante a porta da sala que eu já havia fechado abriu violentamente. Corri para fora da casa seguido por minha mãe, procurando ver se era alguém, e ela me propos que eu circundasse a casa por um lado enquanto ela ia pelo outro. Nos encontraríamos nos fundos. Escolhi ir onde havia o clarão da lua, pois o mêdo que sentia me gelava a espinha e arrepios deixavam meu cabelo em pé. Fizemos assim. Estava na metade do caminho quando ouvi minha mãe gritar perto do tanque de lavar roupas. Sem pensar mais no medo, corri e encontrei-a desmaiada. Agarrei-a pelos braços e arrastei-a para dentro de casa. Com ela deitada no chão e as portas e janelas todas abertas chorei de medo. Não me atrevia a fazer nada. Quando ela despertou, me contou que quando chegou no tanque algo agarrou-a no pescoço e gritou no ouvido dela. Um grito de terror. Foi aí que ela desmaiou. Não sei bem ao certo o que aconteceu depois.

O fato foi que amanheceu o dia. Nenhum de nós dois comentou este fato. Estou com quarenta e oito anos e agora vendo este site lembrei-me desta passagem que graças a Deus não se repetiu, porque moramos naquela casa mais uns três anos, se bem que outros fatos aconteceram naquele lugar comigo e em outros lugares que algum dia voltarei para contar. Obrigado abraços a todos.

Relator Sobrenaturais:quando era minha mãe nao era minha mãe

Bom gente, vou relatar mais uma história que ocorreu na minha vida, pode ter sido uma das piores experiencias que eu ja passei pois os acontecimentos nao foram comigo mais sim com a minha mãe.


Hoje na minha familia na minha casa já está tudo bem, mais sim por que minha mae passou por dois anos intenso de seçoes de regressão.

Bem, eu não sei explicar como tudo começou, até por que eu não sei.

Eu mudei numa casa quando eu tinha 7 anos, e sempre foi tudo normal, nunca houve nada de estranho até quando eu fiz 12 anos.


Eu começava a ouvir meu pai conversando com os amigos dele sobre minha mãe, que ela acordava no meio da noite e ficava andando pela casa sozinha com os olhos abertos (ela não é sonâmbula), ficava entrando de quarto em quarto e depois voltava a dormir. E isso começou a ser frequente. Já acordei à noite com minha mãe olhando para mim. Meu pai dizia que começou a acontecer todos os dias.


Só que conforme o tempo foi passando isso foi piorando... Meu pai acordou um dia e correu para o banheiro, pois minha mãe estava com uma gillete tentando se cortar. Ela estava com os olhos virados, os olhos estavam brancos. Ele a segurou e a fez acordar, mas isso não parava. Todas as noites minha mãe levantava, às vezes ela saía correndo pela casa e cantava no meio da madrugada. Meu pai começou a trancar a porta do quarto e esconder a chave para ela não sair.


Uma noite minha mãe acordou e abriu a porta que meu pai tinha trancado. Ninguém sabe como, mas ela abriu sem ter a chave e sem arrombar. De repente eu acordo com um barulho de moto ligando, vou ver quem é, nisso meu pai já tinha acordado e ido lá, quando eu chego na garagem me deparo com a minha mãe com os olhos virados tentando sair com a moto e meu pai a segurando. Minha avó acordou com o barulho e foi lá também, nisso minha mãe começou a se bater e derrubou a moto e ela caiu no chão, meu pai sentou em cima da minha mãe e começou a chamá-la pra ela acordar, mas ela não acordava. Ela se debatia, acertava muitos socos no meu pai.


Minha vó, desesperada, começou a rezar e rezar... passou uns 5 min nisso, e então minha mãe para de se mexer, como se ela estivesse desmaiada, e eu acompanhando toda a cena. Meu pai manda eu guardar a moto, e ele fica lá ainda com a minha mãe no chão. Ele tenta acordá-la novamente, ela acorda e começa a chorar, os dois voltam pro quarto, trancam a porta e eu tentei voltar a dormir.


Eu não sei, até hoje, o que estava acontecendo com a minha mãe, mas sei que naquela hora MINHA MÃE, NÃO ERA A MINHA MÃE.

Relato Sobrenatural: alguém sentou no pe da minha cama

Uma vez, já faz uns dez anos, eu arrumei um emprego que me prendia até as 10:40 da noite. Como eu moro em Betim, região metropolitana de BH, e o meu novo emprego era em BH, eu chegava em casa aproximadamente à 01:00 da manhã. Descia no centro da cidade e andava uns dez minutos até em casa.

Minha mãe, preocupada, me disse para passar a dormir na casa de minha avó, que era no centro e me polpava de andar de madrugada pelas ruas. Eu tinha 18 anos e ainda estudava de manhã, e a casa da minha avó era perto da minha escola. Sendo assim, passei a dormir lá...

Na primeira noite eu cheguei, minha tia havia deixado pão para mim em cima da geladeira. Eu comi pão e leite, liguei a televisão. Estava passando o programa do Serginho Groismann (não sei se é assim que se escreve) no SBT. Lembro-me que era o quadro que falava sobre sexo. Eu assisti, ainda mudei de canal algumas vezes, e finalmente fui me deitar. (Detalhe: nada de diferente passava pela minha cabeça, era uma noite normal pra mim, pois cresci naquela casa e lá era mais familiar para mim que a minha própria casa).

Cheguei no quarto onde eu iria dormir. A luz do poste lá fora, bem em frente a casa, iluminava o quarto todo. A noite estava quente, eu decidi dormir apenas com um lençol branco. Eu me sentei na cama, lembro de ter comentado sobre o colchão duríssimo. Peguei o travesseiro, ajeitei e me deitei.

No exato momento de ter colocado a cabeça no travesseiro e puxado o lençol para cobrir a minha cabeça, eu ouço um suspiro demorado e profundo. Como se alguém ao meu lado puxasse o ar com muita força (eu já estava com a cabeça coberta).

Eu parei deitado, imóvel! Se eu fosse um cachorro, as minhas orelhas tinham se levantado para ouvir melhor... eu estava atento a cada som... queria ter certeza de ter ouvido...

Quando comecei a ficar aliviado, ouvi, ainda do meu lado, um barulho como se alguém deixasse cair uma grande quantidade de areia no chão... como se fosse uma ampulheta. Fiquei mais imóvel! Prendi a respiração...

O que quer que fosse sentou-se aos pés da minha cama... de tal forma que as grades da cama estalaram com o peso!! "EU NÃO ACREDITO!!" Foi o que pensei.

Para piorar, o lençol nos meus pés foram puxados para cima, revelando os meus dedos. Eu, fingindo que estava dormindo, puxei de leve os meus dedos de volta para baixo do lençol. A coisa PUXOU DE VOLTA o lençol! Foi aí que comecei a rezar!

Eu disse a Deus que eu gostava do sobrenatural, e agradeci a Ele as coisas que pude ver e sentir na minha vida. Mas disse que ser assombrado daquela maneira eu não aguentava! Neste momento, a coisa se levantou (a grade rangeu de novo) o que quer que tenha sido, pareceu calçar um chinelo ao lado de minha cama e seguiu seu caminho até a cozinha, eu segui o som dos seus passos com o ouvido. E embora a vontade de descobrir a minha cabeça e olhar para ver o que era fosse grande, o medo de ver alguma coisa bizarra foi maior, e me manteve de cabeça coberta até o sol nascer algumas horas depois.